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Tributo ao José Pacheco

Eu admiro o José Pacheco.

Preciso confessar que não conheço ele direito, apesar de ter estado perto dele umas 3 ou 4 vezes, escutar o que ele fala, concordar e apreciar uma enorme maioria de suas idéias e conquistas.

Mas sendo ele o representante da Escola da Ponte (que também só conheço via internet), quando chega quase inevitavelmente às perguntas para ele, aparece alguém que o pergunta sobre as escolas Waldorf e (isso eu já vi mais de uma vez), ele dispara "escolas Waldorf são uma praga" - ipsis litteris e segue com explicações que não consegui reter, tamanha estupefação que esta sentença produz em mim (tanto da primeira, quanto da segunda e da terceira vez....)

Como eu sou defensor do contraditório (ao limite de Karl Popper), e como o primeiro destes episódios já vai longe e eu ainda não consegui digerir direito isso, ... .... ... criei este blog!

...

Que se ressalte ainda uma vez mais minha admiração ao José Pacheco. E se não fosse pelo muito que ele representa, ainda mais me ajudou a entender que é necessário um aprofundamento público (e também pessoal, claro!) nesta questão, posto que minha experiência em escolas Waldorf vem se multiplicando ao longo dos anos e, partindo daquele encantamento inicial (das poucas coisas que eu vi que foram quase universais, ou seja, em minha experiência pessoal cerca de 99% das pessoas que visitam uma escola Waldorf se encantam visivelmente), chego hoje a me sentir aproximando do José Pacheco em sua avaliação...

Claro que tenho experiências variadas sobre o assunto, pra compartilhar quando chegar a hora de se debruçar sobre isso, mas o fato a ressaltar aqui é:

se eu acredito nesta pedagogia, o que vem acontecendo no âmbito das escolas Waldorf que as levam a uma situação onde observadores externos sentem uma metamorfose kafkiana em seu bojo?

está aberta a discussão.......

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